quinta-feira, 19 de março de 2026

F1: O Filme (2025)


🎬 F1: O Filme - Crítica Completa 

Cara, que viagem! Eu saí do cinema depois de assistir F1: O Filme com o coração batendo a 300 km/h, as mãos suadas e um sorriso bobo no rosto, como se tivesse acabado de dar uma volta no carro do Brad Pitt. Sabe aquele filme que você entra sem muita expectativa (“ah, mais um de corrida”) e sai pensando “caramba, por que não fizeram isso antes”? Foi exatamente isso que rolou comigo.

A história é simples na superfície: Sonny Hayes (Brad Pitt), um piloto lendário que quase morreu nos anos 90 e sumiu das pistas, é chamado de volta por uma equipe fraquinha (a fictícia ApexGP) para mentorar o jovem prodígio Joshua Pearce (Damson Idris). Tem drama de redenção, rivalidade, pressão da mídia, tudo o que a gente já viu em Rocky, Top Gun e companhia. Mas, meu Deus, a forma como Joseph Kosinski (o mesmo de Top Gun: Maverick) filma as corridas muda completamente o jogo.

As cenas na pista são ABSURDAS. Eles misturaram carros de verdade da F1 com câmeras montadas nos veículos, drones e IMAX. Você sente o barulho do motor na cadeira, o vento batendo, a curva fechada que te faz prender a respiração. Tem momento que parece que você está dentro do cockpit junto com o Pitt. E o Brad? Aos 61 anos ele ainda tem aquele carisma preguiçoso de quem sabe exatamente o que faz. Ele não precisa gritar nem fazer drama exagerado – basta um olhar e você acredita que o cara já viveu tudo aquilo. Damson Idris também entrega um novato cheio de fogo, e o elenco de apoio (Javier Bardem, Kerry Condon e até cameos reais de pilotos da F1) dá um gostinho autêntico.

O problema? O roteiro é daqueles que você já sabe o que vai acontecer uns 40 minutos antes. Clichês de filme de esporte dos anos 80/90 aparecem todos: o veterano cínico que aprende a confiar de novo, o jovem impulsivo que precisa de lição, a equipe que vira família… Dá pra prever o final com três curvas de antecedência. Em alguns momentos o filme até freia um pouco pra explicar regras de F1 ou drama de bastidores, e aí a gente sente falta de um pouquinho mais de risco narrativo.

Mas sabe o que salva tudo? O espetáculo puro. É daqueles filmes feitos pra ser visto na tela gigante, com som bom e pipoca na mão. Mesmo quem não manja nada de Fórmula 1 (eu mesmo sou mais de ficar assistindo highlight no YouTube) sai empolgado, torcendo e até aprendendo um pouco sobre o esporte. É entretenimento honesto, daqueles que te faz sair do cinema comentando “vamos ver de novo?”.

No final das contas, F1: O Filme não reinventa a roda, mas acelera tão bem que você perdoa os clichês na hora. É como uma corrida perfeita: começa devagar, ganha ritmo e termina com todo mundo aplaudindo de pé.

⭐ Nota: 8.5/10

(Perde meio ponto só pelos clichês, mas ganha o resto inteiro pela adrenalina pura. Recomendo demais, especialmente no IMAX!)

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